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Qual é a graça dos aparelhos de som vintage?

Por Arq. Me. Iberê Moreira Campos e equipe


As novas gerações estão acostumadas ao consumismo e às coisas passageiras. Por isso, para quem é jovem fica difícil entender porque ainda existem pessoas que preferem coisas como discos de vinil, fitas cassete e caixas acústicas antigas, ao invés de utilizar os celulares e outros aparelhos pequenos e práticos que existem atualmente para escutar suas músicas favoritas. Parece “coisa de velho”, de gente doente, apegada ao passado ou que ficou parada no tempo. Em alguns casos realmente isto acontece, mas não é a maioria. Porque será?

Para quem tem um passado bom para relembrar, ou gostaria de ter tido, os aparelhos de som antigos, em especial dos anos 70 e 80, podem remeter a várias lembranças. De coisas que foram vividas ou, pelo contrário, de coisas que gostaríamos de ter vivido e que não tivemos oportunidade, por um motivo ou por outro. Afinal, em sua época, estes aparelhos eram objeto de desejo. Sua presença imponente era facilmente notada nas salas de visita e quem não tinha um deles os adotava como sonho de consumo.

Fora esta questão nostálgica, o fato é que a audição de uma música num aparelho antigo requer toda uma atenção, um cuidado aos detalhes e até um pouco de conhecimento técnico. Por exemplo, as novas gerações não fazem a menor idéia de como se reproduz um disco de vinil ou se faz uma gravação em fita cassete. Ouvir um LP de vinil requer toda uma solenidade, que envolve procurar o disco na prateleira, limpar, ligar o amplificador, regular o toca-discos, colocar o disco no prato, preparar o braço e acionar o prato para começar a rodar e colocar a agulha em cima do disco. É um procedimento diferente de apertar um botão num aparelho moderno, onde a música começa a tocar imediatamente.

É muito mais difícil procurar um disco em vinil do que baixar música na internet. Requer toda uma rotina de busca nas lojas e sites especializados, a negociação de cada disco até tê-lo em casa, pronto para ser preparado para desfrutarmos da música. Quem não pode comprar, pede emprestado para um amigo ou, como último recurso, pede para o amigo gravar em fita cassete para poder apreciar a música...

Tem também a qualidade e tipo do som produzido. Para muitos ouvidos treinados, o som dos discos de vinil é superior ao dos CDs e, principalmente, ao das músicas gravadas em MP3. O som analógico, sem manipulação num computador, teoricamente reproduz cada nuance que os instrumentos e cantores produziram ao gravar o disco, enquanto que a manipulação do som digital gera um som mais metálico e anasalado, ao passo em que o disco do vinil é mais quente e real.

As caixas de som também mudaram muito. As caixas antigas (de boa qualidade) produziam um som gostoso de ouvir, mais natural e aconchegante, diferente do som produzido pelos aparelhos atuais. Claro que tudo isto é discutível, mas são os aspectos que precisamos analisar e são alguns dos motivos alegados por quem é fã dos vintage.

Fora tudo isto, tem também toda a mística criada em torno dos aparelhos vintage. O design, as luzes, os controles manuais e o som gostoso que sai deles consegue seduzir facilmente quem tem e sensibilidade para a beleza, para a tranquilidade das coisas antigas bem feitas. É preciso escutar para crer. Viver e acreditar.

Publicado em 23/08/2020 às 09:36 hs, atualizado em 25/08/2020 às 07:05 hs


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